<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1466541515368697004</id><updated>2011-04-21T13:09:35.179-07:00</updated><title type='text'>Solstice</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://solstice-fanfic.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1466541515368697004/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://solstice-fanfic.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Chris</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01316834592276978747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>5</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1466541515368697004.post-3786899673752845111</id><published>2009-03-24T14:13:00.000-07:00</published><updated>2009-03-24T14:15:08.975-07:00</updated><title type='text'>Solstice (1 a.m. to 2 a.m.)</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000099;"&gt;1 a.m. to 2 a.m.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Living in the shadows, feeding in the darkness with only your own company to keep, rots into a solitary, hollow existence.”&lt;br /&gt;Lestat&lt;/em&gt; in &lt;strong&gt;Queen of the Damned&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Vejo os primeiros raios de claridade entrarem pela janela do quarto, não está sol, o que não impede a minha ida para as aulas, seria estranho demais faltar logo no primeiro dia de aulas. Pego na mochila ainda intocada e retiro as roupas de dentro desta. Retiro também uma mochila mais pequena na qual meto um caderno de capa preta e o estojo.&lt;br /&gt;Tiro as calças de bombazina vermelha e a camisola preta de gola alta que envergo desde o dia anterior, e visto umas calças de ganga roçadas e uma camisola vermelha de gola redonda e manga comprida. Olho em volta do quarto e pego no casaco comprido, pendurado no cabide atrás da porta. Visto-o e coloco a mochila à tiracolo, preta e com uns estampados góticos. Com o meu aspecto passaria por uma rapariga gótica sem dificuldades.&lt;br /&gt;Encaminho-me para fora da pensão passando pela recepção onde a mesma funcionária do dia anterior passa cuidadosamente um pano pela madeira do balcão até este ficar reluzente. Cumprimento-a e saio para a rua. O céu está nublado e parece que a qualquer instante vai começar a chover.&lt;br /&gt;Caminho pela rua abaixo até ao liceu, com o carapuço sobre a cabeça parece que ninguém repara na minha presença. Entro no estacionamento do liceu e percorro as filas de carros até à entrada do refeitório. Sigo directamente para a secretaria onde levanto o meu horário. E percorro os corredores em busca da sala da primeira aula. Quando finalmente a encontro já se encontram vários alunos dentro, conversando animadamente sobre a sua noite, os passeios, os filmes que deram na televisão, um grupo de raparigas comenta de modo quase inaudível qual o rapaz mais giro a frequentar aquela aula.&lt;br /&gt;Deito o carapuço para trás soltando os cabelos e passo por entre as filas de mesas e cadeiras e sento-me num lugar ao fundo da sala, junto a uma janela, parcialmente tapada por uma estante. Observo os rostos dos rapazes que me observam, tentando passar despercebidos quando direcciono a minha atenção para eles. Falam baixo, quase sussurrando aos ouvidos uns dos outros. Se eles soubessem como os ouço claramente, quase como se estivessem a berrar a plenos pulmões. Distancio o meu olhar na direcção da floresta para lá da janela da sala e inalo o cheiro adocicado do sangue das pessoas que preenchem a sala.&lt;br /&gt;Não sinto necessidade de os morder, não tenho o ímpeto de os matar só para obter o seu sangue. Nunca senti sede de sangue humano, nunca, nem uma só vez. Sempre me alimentei de sangue animal e nunca precisei de mais do que isso. Muitos vampiros que conheci dizem que isso é absolutamente anormal num vampiro, todos alguma vez sentiram a necessidade, pelo menos no dia após a sua transformação e muitos não conseguem perceber como posso viver de sangue animal. Acham nojenta a minha forma de alimentação. Eu acho nojenta a sua forma de alimentação. Só o facto de pensar em matar um humano faz o meu estômago contorcer-se de aflição. Quando esse acto aparece na minha mente vem acompanhado de duas palavras: monstro e assassina!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olá! Tudo bem? – sou acordada dos meus pensamentos por uma voz estranhamente perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observo as duas raparigas que se encontram de pé ao meu lado, sorrindo-me amavelmente. Completamente diferentes uma da outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olá. – cumprimento – Tudo bem e com vocês?&lt;br /&gt;- Tudo bem. – respondem ao mesmo tempo – És a rapariga nova, não és? Eu sou a Angela e esta é a Bella. – diz-me a morena apontando primeiro para si e depois para a sua companheira.&lt;br /&gt;- Sim. Eu sou a Morgan. Muito prazer. – sorri-lhes, demonstrando-lhes simpatia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elas sorriem primeiro para mim e depois uma para a outra. Não lhes estendo a mão nem faço menção de as cumprimentar com beijos, a minha pele gélida chamaria a sua intenção. Uns rapazes passam por elas cumprimentando-as alegremente e cativando a sua atenção por breves momentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vens de onde? – novamente Angela, sem dúvida a mais conversadora das duas.&lt;br /&gt;- Seattle.&lt;br /&gt;- Não era suposto seres um pouco mais morena?&lt;br /&gt;- Devo ser albina. – ambas se riem com a minha resposta.&lt;br /&gt;- A minha mãe também é albina. Por isso sou tão branca. Eu sou de Phoenix. – Bella, finalmente, dirige-se a mim, falando descontraidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor entra na sala, transportando-nos para o silêncio e para uma aula maçadora sobre as origens da língua inglesa. Concentro-me na sua voz monocórdica, tirando apontamentos, e observo os rostos ensonados que preenchem a sala, visivelmente cansados daquela aula. É nestes momentos que agradeço ser vampira e não ceder à tentação de um gesto tão humano como o de dormir.&lt;br /&gt;A aula acaba e o professor acende novamente as luzes que havia apagado para uma breve exposição de slides. Os alunos arrumam as suas coisas nas mochilas e dirigem-se à saída. Apenas Bella e Angela permanecem dentro da sala, esperando por mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vais ter aulas à tarde? Precisas de companhia para o almoço?&lt;br /&gt;- Não tenho aulas. Preciso de ir às compras, tenho pouca coisa cá. Alguma de vocês conhece alguém interessado em vender uma mota?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rosto de Bella ilumina-se num sorriso e esta dá um passo na minha direcção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu tenho uma! Mas não está em minha casa. Está na reserva em La Push.&lt;br /&gt;- Boa! Quando posso vê-la?&lt;br /&gt;- Ainda hoje se quiseres. Podemos ir lá depois de almoço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concordo com a sua proposta e sigo com elas para o refeitório. Digo-lhes que não tenho fome, para disfarçar o facto de não comer às refeições como os humanos. Bella olha-me com um olhar desconfiado mas encolhe os ombros e segue atrás de Angela para a fila. Fico sentada na mesa à espera delas e entretenho-me a ouvir as conversas que invadem o refeitório. As trivialidades da juventude americana. A maioria das conversas masculinas giram à volta de basebol e raparigas e as conversas femininas são sobre roupas e rapazes.&lt;br /&gt;Sorrio ao constatar que nesta terra pouco conhecida, onde os dias de verão são raros, os adolescentes são exactamente iguais a todos os outros, de todas as outras cidades por onde já passei. Elas voltam para a mesa, libertando-me dos meus pensamentos. Comem em silêncio enquanto eu as observo, sofrendo constantes tentativas da aliciação com a comida por parte de Bella.&lt;br /&gt;Quando elas acabam de almoçar, ambas aborrecidas por não lhes ter feito companhia na refeição, seguimos juntas para o estacionamento. Angela segue o seu caminho para casa e eu entro na carrinha de Bella.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1466541515368697004-3786899673752845111?l=solstice-fanfic.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://solstice-fanfic.blogspot.com/feeds/3786899673752845111/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://solstice-fanfic.blogspot.com/2009/03/solstice-1-am-to-2-am.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1466541515368697004/posts/default/3786899673752845111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1466541515368697004/posts/default/3786899673752845111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://solstice-fanfic.blogspot.com/2009/03/solstice-1-am-to-2-am.html' title='Solstice (1 a.m. to 2 a.m.)'/><author><name>Chris</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01316834592276978747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1466541515368697004.post-348567570510388885</id><published>2009-02-19T12:33:00.000-08:00</published><updated>2009-02-19T12:40:54.261-08:00</updated><title type='text'>Solstice (0 a.m. to 1 a.m.)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Não sabia se existia alguma forma de um imortal se suicidar… Na realidade pensava ser impossível tal feito.&lt;br /&gt;Neste momento percebo que afinal não é impossível, é mais real do que podia imaginar. Mais palpável, mais físico e mais próximo.&lt;br /&gt;Afinal, apaixonares-te pelo teu pior inimigo, pelo teu inimigo natural, pode ser uma forma de suicídio.&lt;br /&gt;Mesmo para um imortal…&lt;br /&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000099;"&gt;0 a.m. to 1 a.m.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A chuva cai fora do autocarro. Aproveitei este dia chuvoso para fazer a viajem de Seattle para Forks, uma pequena cidade em Washington, apesar do inconveniente de ser pequena e toda a gente se conhecer, tem a grande vantagem de raramente fazer sol.&lt;br /&gt;Tenho 17 anos, vivo sozinha, e mudo de cidade a cada dois ou três anos. Não posso permanecer muito tempo na mesma cidade. E não posso viver em cidades onde faça muito sol, o tempo solarengo é decididamente um entrave à minha vida numa cidade. Alguma doença que me impeça de encarar o sol? Sim, talvez possa ser encarado como tal, uma doença, uma maldição e, por vezes, uma bênção.&lt;br /&gt;Sentada junto à janela com a cortina parcialmente fechada sinto o aroma agradável de quem viaja neste mesmo autocarro. Ninguém se sentou ao meu lado, todos pareceram ficar intrigados com a rapariga de pele estranhamente branca e cabelos negros como a noite escura, mas todos optaram por manter a distância. Não os censuro, nos dias que correm toda a gente pode ser potencialmente perigosa. Na verdade, eu posso ser considerada uma verdadeira ameaça, o maior predador da natureza.&lt;br /&gt;O que sou? Consegues dizê-lo em voz alta, sem ficares a tremer e fugires aos gritos? Vampiro. As presas bem afiadas, escondidas na minha dentição impecavelmente branca, a pele clara como a neve das planícies do Alasca, os olhos cor de ouro, pretos quando estou sedenta, e o aroma afrodisíaco da minha pele. Tudo em mim é apelativo para o comum mortal, para o comum humano. Nada o faria afastar-se, a não ser a palavra, o nome, a designação da minha espécie. Vampiro! Vais fugir para não encarar a realidade? Vais gritar na esperança de acordar e a minha existência não passar de um pesadelo?&lt;br /&gt;Eu sou real. Eu existo. Eu sou uma vampira.&lt;br /&gt;Nasci em 1901, e morri em 1918. Morri? Estranha forma de morrer esta. Uma morte na qual continuo a percorrer o vosso mundo. Na qual me tornei uma ameaça à vossa vida, à vossa existência.&lt;br /&gt;Em 1918 fui também abandonada. O meu criador transformou-me e deixou-me, num beco desconhecido, a sofrer, a contorcer-me com as dores dilacerantes que me queimavam as veias, que faziam com que o meu corpo parecesse que iria entrar em combustão a qualquer momento. Enquanto o veneno corria as minhas veias, vi toda a minha vida passar diante dos meus olhos, enquanto me contorcia, desejei não ter saído do lar naquele final de tarde. Estou a ser pormenorizada demais? Realista demais? Esta é a minha realidade, aquilo que vivi, aquilo que, por vezes, desejo nunca ter vivido. Pôr fim à minha vida não é uma opção. Quando se é imortal essa deixa de ser uma hipótese plausível. Ou minimamente aceitável. Como é que um imortal se suicida? Ensinem-me, porque eu não sei.&lt;br /&gt;Desde aquele dia, naquele beco mal iluminado, tenho 17 anos, eternos 17 anos. Alguém procurou por mim? Nunca, ninguém, nem uma só pessoa. Quando se vive num lar de órfãos desde a nascença é como se nem sequer existíssemos, como se nunca tivéssemos nascido, como se nunca por lá tivéssemos passado. O desaparecimento de um órfão é uma bênção para o lar, menos uma criança para cuidar, alimentar e tentar arranjar uma família de acolhimento. Tive cinco famílias de acolhimento durante os meus 17 anos de vida mortal, nenhuma pareceu ficar minimamente agradada com a minha presença na sua casa. Nunca me integrei bem em nenhum dos lares, das famílias que me arranjaram, e ninguém pareceu disposto a fazer um esforço por isso.&lt;br /&gt;Pelas janelas embaciadas do autocarro já consigo ver os contornos das florestas de Forks. Olho em volta e reparo que tenho vários pares de olhos focados em mim, a estranha rapariga de phones nos ouvidos e a viajar sozinha apenas com uma pequena mochila pousada sobre as pernas. Ao repararem que chamaram a minha atenção os olhares desviam-se, aproveito para colocar o carapuço do meu longo casaco preto sobre a cabeça.&lt;br /&gt;Sinto o autocarro travar e várias pessoas começam a remexer nas suas coisas, colocando mochilas sobre os ombros e sacos bem presos entre os dedos frágeis, facilmente quebráveis. Pego eu também na minha mochila vermelho esbatido, quase laranja, aparentando ser um bocado de ferro enferrujado acabado de sair de uma sucata, e apoio-a num só ombro. Levanto-me do meu assento e dirijo-me para a saída, logo atrás de uma senhora de idade que carrega uma cesta velha e pesada com alguma dificuldade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Precisa de ajuda? – sussurro nas suas costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A senhora pára no meio das escadas e olha-me admirada. Com um sorriso ingénuo e simpático passa-me a cesta para a mão que lhe estendo. Pego na cesta com um único braço sem dificuldade nenhuma, o que deixa a senhora a olhar-me curiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Para onde vai? – pergunto-lhe.&lt;br /&gt;- Para ali, minha querida. – aponta-me um táxi a alguns metros de nós, esticando o seu braço trémulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminho a seu lado até junto do taxista que a espera e desapareço da sua beira, antes que decida dar-me dois beijinhos como agradecimento. Afasto-me em passos rápidos e determinados, não olho para trás e sinto que os olhos da senhora de fixam nas minhas costas, assim como os do taxista e de várias outras pessoas que se encontram na paragem do autocarro.&lt;br /&gt;Vislumbro a pensão sobre a qual me informei antes de viajar e sigo directamente para lá, ao entrar dou de caras com a funcionária, parada do outro lado da porta, a regar um vaso, por uma questão de segundos não lhe acerto com a porta ao entrar. Apesar do pequeno incidente a senhora, aparentando cerca de 40 anos, cumprimenta-me com um sorriso. A pensão é apenas uma situação temporária, daria muito nas vistas uma rapariga de 17 anos viver sozinha numa pensão, vou procurar uma casa pequena o mais rapidamente possível.&lt;br /&gt;Amanhã é o meu primeiro dia de aulas no liceu de Forks, também seria estranho uma rapariga de 17 anos não frequentar o liceu, tenho de ter cuidado e ser minuciosa com os meus disfarces, só assim me posso dar ao luxo de viver durante o dia, e não ficar confinada às sombras da noite.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1466541515368697004-348567570510388885?l=solstice-fanfic.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://solstice-fanfic.blogspot.com/feeds/348567570510388885/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://solstice-fanfic.blogspot.com/2009/02/solstice-0-am-to-1-am.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1466541515368697004/posts/default/348567570510388885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1466541515368697004/posts/default/348567570510388885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://solstice-fanfic.blogspot.com/2009/02/solstice-0-am-to-1-am.html' title='Solstice (0 a.m. to 1 a.m.)'/><author><name>Chris</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01316834592276978747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1466541515368697004.post-8681317755832555161</id><published>2009-02-13T06:03:00.000-08:00</published><updated>2009-02-13T06:07:21.941-08:00</updated><title type='text'>Solstice (Prólogo)</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;Prólogo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; Caminho pelas estradas escuras, sujas, medonhas aos olhos de uma pobre rapariga frágil e indefesa. As imagens de um momento de tormento e dor passam na minha mente como se estivesse a ver um filme antigo, um filme da minha vida.&lt;br /&gt;A minha vida sempre foi tortura, desde que nasci, nascer no verdadeiro sentido da palavra, o momento em que saímos de dentro do ventre da nossa mãe e, pela primeira vez, sentimos o sabor do mundo. Aquele momento em que somos mais frágeis do que nunca e em que necessitamos que alguém mais forte nos proteja, nos ensine o caminho, nos guie pela mão através da vida que desconhecemos.&lt;br /&gt;Nunca fui protegida, fui abandonada uma e outra vez na vida. Nunca, ninguém, realmente se interessou pelo que sou, pelo que faço, pelo que quero ser. Nunca ninguém me perguntou o porquê de uma grossa lágrima me correr pela face até morrer na mão com que a limpo e jurar que nunca mais voltarei a chorar.&lt;br /&gt;Nunca mais chorei, nunca mais senti, nunca tentei amar ninguém, pois ninguém me ama ou amou a mim. O amor deve ser recíproco. &lt;em&gt;“Amor com amor se paga”&lt;/em&gt;. Uma boa frase quando penso na minha vida. Será que nunca fui amada, porque nunca soube amar? Mas, afinal, nunca me ensinaram o que é amar. O amor não se ensina? Será que é realmente verdade? Nunca vi o amor à minha volta.&lt;br /&gt;Do outro lado da estrada um casal jovem passa abraçado. Olham-me por uns segundos, avaliando a minha aparência. Olham-se nos olhos por uns segundos e encostam mais os corpos um ao outro, acelerando o passo. Quando volto a olhar já desapareceram. Aquilo era amor? O sentido de protecção, o calor dos corpos a tocarem-se nesta noite chuvosa, é amor? Não sei. Nunca mo disseram. Nunca me mostraram o exemplo de duas pessoas que se amassem. Nem o amor entre um homem e uma mulher, nem, tão pouco, o amor entre um pai e um filho.&lt;br /&gt;Continuo pela estrada, viro a esquina e fico parada debaixo da luz tremeluzente de um candeeiro. Encosto-me na parede. O vestido branco até aos pés rasgado em várias tiras, fazendo com que algumas partes arrastem no chão molhado. Observo os pés descalços e feridos pelo caminho e vejo o cabelo colado ao corpo, junto ao peito. Está tão encharcado que se confunde com a minha pele e com o vestido, fazendo um contraste estranho. O negro dos meus cabelos em contraste com o branco do vestido e da pele cristalina.&lt;br /&gt;Passo a mão pelo pescoço, afastando os cabelos, e sinto a minha própria pele, lisa e imaculada. Afasto o cabelo que tapa a alça esquerda do vestido, para logo depois voltar a colocar o cabelo na mesma posição. Uma mancha de sangue cobre toda a alça e apenas é disfarçada pela posição irregular do cabelo encharcado. Olho em volta, ninguém passa na rua, estou sozinha. Olho para a parede atrás de mim e imagino que esteja fria. Mesmo assim, encosto-me nela, verificando que afinal o contraste com a minha pele não é nenhum.&lt;br /&gt;Apesar de descalça, com o vestido rasgado, um vestido leve e sem mangas, não sinto frio. Estamos em Junho, 21 de Junho, o dia do meu aniversário, o dia do meu décimo sétimo aniversário. Falta pouco para a meia-noite, e já ninguém caminha pela rua. Todos se recolheram ao conforto das suas casas. Todos menos eu. Eu, o bicho nocturno que estupidamente decidiu passear para apreciar a noite do dia em que o sol vence a lua na batalha por permanecer mais tempo no céu.&lt;br /&gt;Agora o solstício está quase a acabar e eu perdi o meu rumo, perdi o meu sentido, perdi a minha vida. Se é que alguma vez a tive.&lt;br /&gt;Puxo as pernas para junto do peito e envolvo-as com os braços. Encosto a testa nos joelhos e embalo o meu próprio corpo, como via as funcionárias do lar embalarem os berços dos bebes abandonados. Dos bebes abandonados tal como eu. Relembro quem vi entrar pela grande porta de madeira velha e pesada da instituição. E quem, poucos meses ou anos depois, vi sair. Relembro as vezes que sai e voltei a entrar. Relembro como me sentia infeliz quer entrasse lá quer saísse. Nunca me senti feliz, nunca tive motivos para sorrir, embora, agora, uma estranha sensação de bem-estar me percorra o corpo.&lt;br /&gt;Ouço passos perto de mim, não me movo, qual estátua de pedra branca, mantenho a mesma posição, parando de embalar o corpo. Vejo a ponta de uns sapatos masculinos pararem a poucos centímetros de mim. A voz baixa e educada não tarda em fazer-se ouvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A menina precisa de ajuda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora sim ergo o olhar, o rosto pálido, os olhos e cabelos cor de bronze do rapaz fazem-me observá-lo melhor. É belo, sim. Belo e jovem. Talvez da minha idade, talvez pouco mais que isso. Só agora repara nas minhas vestes rasgadas, a sua expressão suave fica tensa e preocupada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Deixe-me ajudá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estica um braço na minha direcção, oferecendo-me a sua mão como apoio para me erguer do chão. Estico também o meu braço e toco levemente a sua mão. A sua reacção é instantânea, contrai o braço numa fracção de segundo. Observa os seus dedos e massaja-os no local onde lhe toquei.&lt;br /&gt;Levanto-me graciosamente e fico de pé na sua frente. Ele observa-me, reparando nas manchas de sangue do vestido, visíveis devido ao movimento do cabelo ao erguer-me. Olho-o com atenção, inclinando a cabeça. Os nossos olhares cruzam-se e ele dá um passo atrás. Neste momento o seu olhar mostra todo o medo que sente pelo meu aspecto estranho. Tento aproximar-me dele mas ele recua mais um passo. Vira-se e começa a correr para longe.&lt;br /&gt;Fico parada, no mesmo sítio a observá-lo.&lt;br /&gt;Hoje renasci…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1466541515368697004-8681317755832555161?l=solstice-fanfic.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://solstice-fanfic.blogspot.com/feeds/8681317755832555161/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://solstice-fanfic.blogspot.com/2009/02/solstice-prologo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1466541515368697004/posts/default/8681317755832555161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1466541515368697004/posts/default/8681317755832555161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://solstice-fanfic.blogspot.com/2009/02/solstice-prologo.html' title='Solstice (Prólogo)'/><author><name>Chris</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01316834592276978747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1466541515368697004.post-8077056563580060958</id><published>2009-02-12T11:16:00.000-08:00</published><updated>2009-02-12T11:20:22.895-08:00</updated><title type='text'>Solstice (Aviso)</title><content type='html'>Muito obrigado a todas pelos comentários!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;Aviso&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Venho avisar que decidi antecipar a estreia da fic...Assim sendo, o primeiro capitulo será postado amanhã, 13 de Fevereiro.&lt;br /&gt;Mais...A fic tem uma constituição diferente do normal. O post de amanhã é o prólogo e os outros capitulos não teram como nome, por exemplo, "Capitulo1". A fic terá 24 capitulos, porquê? Explico já.Bem, como devem saber, se não souberem eu digo, o Solsticio (Solstice) é um dia, solsticio de verão 21 de Junho, e solsticio de inverno 21 de dezembro. Como um dia tem 24 horas, a fic terá 24 capitulos, onde o nome estará relacionado com isso. Assim sendo, o nome de cada capitulo não tem a ver com o horizonte temporal da história, mas sim com o título. Depois mais tarde também percebem o título, ao ler a fic.&lt;br /&gt;Pronto, é só isto! Espero que gostem tanto da fic como eu estou a gostar de a escrever!&lt;br /&gt;Küss***&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1466541515368697004-8077056563580060958?l=solstice-fanfic.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://solstice-fanfic.blogspot.com/feeds/8077056563580060958/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://solstice-fanfic.blogspot.com/2009/02/muito-obrigado-todas-pelos-comentarios.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1466541515368697004/posts/default/8077056563580060958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1466541515368697004/posts/default/8077056563580060958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://solstice-fanfic.blogspot.com/2009/02/muito-obrigado-todas-pelos-comentarios.html' title='Solstice (Aviso)'/><author><name>Chris</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01316834592276978747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1466541515368697004.post-6537472691539648800</id><published>2009-02-03T07:06:00.001-08:00</published><updated>2009-02-03T07:09:09.671-08:00</updated><title type='text'>Solstice (Brevemente)</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_--czZeWlZIg/SYhdnTyb_SI/AAAAAAAAATo/yU8k2LqAvj4/s1600-h/capasolstice.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298587891509493026" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_--czZeWlZIg/SYhdnTyb_SI/AAAAAAAAATo/yU8k2LqAvj4/s320/capasolstice.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Trailer:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://uk.youtube.com/watch?v=krOurh_aZ_k"&gt;http://uk.youtube.com/watch?v=krOurh_aZ_k&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor:&lt;/strong&gt; chris21&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tipo:&lt;/strong&gt; Fic Twilight Saga&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Classificação:&lt;/strong&gt; PG – 13&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Género:&lt;/strong&gt; Romance, Drama&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pairing:&lt;/strong&gt; Jacob/PFO, Bella/Edward, Alice/Jasper, Emmet/Rosalie, Carlisle/Esme&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sumário:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;“I was mortal till you gave me your immortal kiss. You became my mother, and my father, and so I'm yours forever.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;by &lt;em&gt;Claudia&lt;/em&gt; in &lt;strong&gt;Interview with the Vampire&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vampiros, lobisomens e humanos caminham lado a lado, sem realmente se aperceberem da sua proximidade. Ao longo das décadas, séculos, milénios, todas estas espécies aprenderam a viver num mesmo Mundo. Como? Os humanos simplesmente decidiram que as outras duas espécies apenas fazem parte do imaginário, das histórias terríveis para assustar crianças malcomportadas.&lt;br /&gt;Mas vampiros e lobisomens realmente existem, estão cá e são reais, embora nem sempre se reconheçam uns aos outros.&lt;br /&gt;Os sentidos apurados e a necessidade da caça aproximam-nos, mas tantas são as outras coisas que os afastam. Será possível fazer com que um vampiro e um lobisomem deixem as suas diferenças de lado e se amem? Ou a lei da sobrevivência, a lei da selva, será mais forte?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Terá um de morrer para que o outro sobreviva?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1466541515368697004-6537472691539648800?l=solstice-fanfic.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://solstice-fanfic.blogspot.com/feeds/6537472691539648800/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://solstice-fanfic.blogspot.com/2009/02/solstice-brevemente.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1466541515368697004/posts/default/6537472691539648800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1466541515368697004/posts/default/6537472691539648800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://solstice-fanfic.blogspot.com/2009/02/solstice-brevemente.html' title='Solstice (Brevemente)'/><author><name>Chris</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01316834592276978747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_--czZeWlZIg/SYhdnTyb_SI/AAAAAAAAATo/yU8k2LqAvj4/s72-c/capasolstice.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
